Seja com ovo, queijo, manteiga derretida ou carne desfiada, o cuscuz é uma das iguarias mais apreciadas por quem visita e prova da gastronomia nordestina. Não é pra menos, agora o Cuscuz foi reconhecido oficialmente como patrimônio imaterial do Ceará. A medida está prevista na Lei nº 19.596/2025, sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT) após aprovação de projeto apresentado pela deputada Jô Farias (PT).
O Cuscuz está classificado como bem de relevância gastronômica, histórica e cultural, reforçando seu papel na formação da identidade regional. A iniciativa busca valorizar, divulgar e reconhecer a importância do alimento para o estado. A nova lei também determina o dia 19 de março como o Dia Estadual do Cuscuz, data que coincide com o dia de São José, padroeiro do Ceará. A escolha considera a tradição de agradecer pelas chuvas e colheitas no sertão, quando pratos típicos, como o Cuscuz, são preparados pelas famílias.
Embora já tenha reconhecimento da Unesco como patrimônio imaterial da humanidade, o Cuscuz passa agora a contar com marco legal específico no âmbito estadual. De origem norte-africana, o alimento adquiriu características próprias no Brasil, especialmente no Nordeste, tornando-se elemento central da alimentação no Ceará.
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