O Ceará atingiu um patamar que antes se via ainda como algo a alcançar a longo prazo, quebrando o bloqueio do eixo Rio-São Paulo, o estado agora passa a operar como hub aéreo no Nordeste. A estratégia de “furar a bolha” do mercado internacional com incentivos e infraestrutura trouxe resultados práticos.
Com a implementação e consolidação de 14 novos voos, divididos meio a meio entre destinos nacionais e internacionais, a capital cearense agora é conexão direta com Lisboa, Madri, Santiago, Orlando e Montevidéu.
O objetivo foi diminuir distâncias e acabar com a dependência dos aeroportos saturados do Sudeste. Resultando em um fluxo constante que não apenas alimenta a capital, mas se distribui pelo interior graças ao aumento das rotas regionais.
Os dados do último ano resumem e confirmam este novo cenário mediante movimento econômico já que o setor movimentou R$ 24,2 bilhões, o turismo já responde por 10,3% de toda a riqueza produzida no estado e a descentralização funcionou, mais de 60% das vagas de emprego do setor foram geradas fora da capital.
Parte dessa construção está ligada ao fortalecimento do Aeroporto Internacional Pinto Martins. O investimento de R$ 1,6 bilhão da Fraport transformou o terminal no hub que o Nordeste precisava para competir no mercado global. Mas a estratégia cearense vai além da capital.
Com terminais regionais ativos em Jericoacoara, Juazeiro do Norte e Aracati, o estado amplia a circulação de turistas e fortalece o desenvolvimento regional. Ao expandir sua presença no mercado nacional e internacional, o Ceará também contribui para descentralizar o fluxo turístico historicamente concentrado nos grandes centros do país.
Foto Governo do Ceará